#MEREPRESENTA

A economia criativa brasileira no SXSW
  17/03/2016
Brasil

Muita coisa bacana acontece por aqui. Meu short list de palestras tinha por hora entre 3 e 4 temas diferentes. É difícil aproveitar tudo e, para aumentar a disputa na agenda e acabar com o horário de almoço, no segundo dia do evento abrem o TRADE SHOW – uma feira com representantes do mundo inteiro, apresentando apps, novos produtos e experiências para os visitantes.

Ao entrar nesta feira, que ocupa boa parte do andar térreo do Austin Convention Center, fiquei muito bem impressionado com a presença brasileira.  O espaço dentro do Trade Show, com stand de 12 startups, era uma das 4 frentes planejadas pela APEX para projetar a nossa economia criativa mundo a fora.

Essas empresas estavam ali representadas pelos seus jovens donos, com inglês desinibido, causando excelente impressão a respeito da nossa criatividade e habilidade de inovar. Para citar apenas alguns exemplos, a TREND T estava lançando um produto para lavar roupas que usa nano tecnologia para encapsular agentes que seguem limpando e desodorizando sua roupa por semanas após a lavagem – pois reage com o calor e suor do seu corpo. A promessa é reduzir a quantidade de lavagens da roupa, reduzindo consumo de água e aumentar a vida útil do vestuário. Na verdade não é uma promessa. Levaram amostras que, por conta do grande interesse dos visitantes, passaram a ser vendidas por US$30. Testarei assim que voltar para casa!

Outro bom exemplo é a SOCIAL MINER. Uma plataforma que permite alto nível de personalização no contato com o consumidor na sua jornada de e-commerce, integrando dados de perfis sociais ao CRM do vendedor.

Tivemos também nossos momentos de palco. Foram 6 painéis promovidos por brasileiros que exploraram o cyber feminismo,  conteúdo imersivo, marketing digital e CRM.

No total, 37 empresas de diferentes setores exploraram o SXSW com stands, apresentações e reuniões pré-agendadas. Todas essas ações serão medidas pelo volume de negócios efetivamente fechados que trarão dólares para o Brasil.

Sim, temos uma indústria criativa que busca expansão e negócios fora do Brasil e com uma estratégia que #merepresenta.

Tiago Afonso é CMO da Editora Abril  

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