Fórum CLAUDIA #EUTENHODIREITO reúne mais de 20 mulheres CEOs em evento inédito

O evento foi sucesso de público!
  13/07/2018
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Reunir mais de 20 mulheres CEOs em um mesmo palco seria impensável até alguns anos atrás. Mas na terça-feira, 6 de março – semana do Dia Internacional da Mulher –, CLAUDIA conseguiu reuni-las no Fórum CLAUDIA #EUTENHODIREITO, em São Paulo. Com quase 600 pessoas no auditório do complexo WTC, as convidadas debateram temas que iam de injustiça histórica por conta de gênero à falta de oportunidades, demonstrando que a equidade é primordial.

 

A plateia pôde ouvir episódios de coragem, ousadia e determinação. A diretora editorial de Femininas da Abril, Paula Mageste, ressaltou a importância de mulheres em posições de liderança. “Este evento inédito é uma oportunidade de refletirmos juntas sobre o futuro do trabalho que queremos construir para nós”, afirmou. Já a diretora de redação de CLAUDIA, Ana Paula Padrão, falou sobre aceitar a ambição como algo positivo para as mulheres: “Tudo o que fizemos até aqui foi para deixar um caminho mais simples e fácil para vocês [mais jovens]. Ambição é justo, é legítimo. Não deixem que digam que a ambição não é para vocês”.

 

Primeira CEO a discursar, Paula Bellizia, da Microsoft Brasil, contou sobre sua trajetória desde Angola, sua terra natal, até chegar à presidência de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. “Sei que a minha história reflete a de muitos que tiveram a educação como primeira oportunidade”, disse a executiva. Por isso, em todas as empresas por onde passa, ela faz questão de defender a aplicação de recursos na educação de qualidade. “Tenho um propósito: fazer com que a tecnologia possa criar oportunidades não só para uma pessoa ou para poucas, mas para todos os brasileiros”, assegurou.

 

Tânia Cosentino, da Schneider Brasil, que luta não só pela inserção de mais mulheres no mercado de trabalho, mas também pela equidade salarial na empresa que comanda, afirmou: “Deve levar ao menos 100 anos para [a igualdade] ser atingida”. Mas, para a conselheira de administração Denise Damiani, o aumento da percepção feminina tem contribuído para a diminuição desse tempo. Claudia Lorenzo, da Coca-Cola, também assumiu seu papel de agente transformadora com foco em meninas negras e de baixa renda: “Uma menina que tem um emprego legal tem efeito multiplicador em sua comunidade”, lembrou.

 

Agenda corporativa e família também foram tema dos painéis. Heloísa Simão, da Zodiac, Carla Assumpção, da Swarovski Brasil, e Anna Chaia, da Samsonite, concordaram que “sim, é possível conciliar essas duas coisas”. Fiamma Zarife, do Twitter, falou por qual razão os filhos frequentam seu espaço profissional. “A família reforça o meu trabalho e o meu trabalho reforça a minha família”, explicou. O direito da mulher de escolher seu destino e ser protagonista da própria vida foi exaltado durante o discurso de Daniela Cruz, da Vult Cosmética. “O mais bonito que estamos colhendo disso é o empoderamento”, celebrou. Ana Paula Assis, da IBM, Paula Paschoal, do PayPal Brasil, e Sandrine Ferdane, do BNP Paribas, asseguraram que “iniciativas pró-diversidade não são moda, são necessidade”.

 

Sheila Makeda, da Makeda Cosméticos, fez questão de salientar que sua inspiração é honrar suas ancestrais. “Apesar de todas as dificuldades, elas usaram a sua força para empreender”, contou. Rachel Maia, da Pandora Brasil, insistiu na importância da representatividade: “Ser inclusiva, dentro do que eu represento, é tratar todos de forma igual, mas sem esquecer que eu sou uma mulher negra, sim, e que eu devo olhar para essa minoria”.

 

Também participaram do encontro Gal Barradas, Alessandra Restaino, da Le Postiche, Claudia Sender, da LATAM Brasil, Cristina Palmaka, da SAP, Lucy Onodera, da rede Onodera, Maria Laura Tarnow, da Estée Lauder, Lizandra Freitas, da Clear Channel Brasil, Manuella Curti, do Grupo Europa, An-Verhulst Santos, da L’Oréal Brasil, e Sylvia Coutinho, da UBS.

 

Assédio não é brincadeira

 

Um dos destaques do Fórum CLAUDIA #EUTENHODIREITO foi a divulgação de uma pesquisa inédita por Luiza Helena Trajano, presidente do conselho da rede varejista Magazine Luiza. Depois que soube que uma gerente havia sido assassinada pelo marido dentro de casa, Luiza montou um comitê e decidiu desenvolver a pesquisa com o objetivo de melhorar o clima no ambiente de trabalho para todos, focando no assédio moral e sexual contra as mulheres. Cerca de 18 mil colaboradores participaram da pesquisa, computada e analisada pela agência de consultoria feminina Think Eva.

 

A pesquisa concluiu que esse resultado é reflexo da forma como os temas são apresentados no cotidiano. Enquanto o assédio moral é previsto em lei e abordado há mais tempo, o assédio sexual segue sendo um tabu, encarado como “brincadeira” – palavra mais usada para conceituar o comportamento – e sem ser classificado pelo Código Penal. “Vamos tomar muito cuidado com o nosso tipo de humor e com o dos outros. Isso é muito sério. Não vamos mais aceitar a justificativa ‘é só brincadeira’. Se é brincadeira, nem fale”, finalizou.

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