Caldini Faz um panorama de 2015 e conta suas perspectivas para 2016

Aporte de R$ 450 milhões dos Civita sinaliza equilíbrio nas finanças da Abril para 2016. Confira abaixo matéria veiculada no Meio & Mensagem desta semana
  22/12/2015
Img 5240

Dezembro é ideal para retrospectivas. O balanço deste ano da Editora Abril, por exemplo, está repleto de medidas direcionadas à reestruturação que a empresa vem buscando desde 2013, quando começou a vivenciar com mais intensidade uma crise financeira, reflexo das dificuldades que as empresas de mídia estão enfrentando e da forte desaceleração econômica no Brasil – nesses últimos dois anos, a Editora Abril vendeu 17 títulos para Caras, demitiu 2% dos seis mil funcionários e reduziu seu espaço físico. Há seis meses, a companhia adotou um novo modelo de negócio mais focado em suas marcas multiplataformas e na oferta de métricas e estratégias para os anunciantes no digital. Além do novo rumo, o aporte de R$ 450 milhões que a Editora Abril recebeu este mês possibilita encerrar 2015 com as finanças equilibradas e novo fôlego para os próximos anos.

Embora o montante seja volumoso, a manobra de investimento é corriqueira e, muitas vezes, feita por meio de family’s office, fundos que reúnem investimentos de famílias. Segundo Luiz Marcatti, sócio da Mesa Corporate Governance, para não dependerem apenas dos dividendos dos lucros das empresas-mãe, famílias com alto valor patrimonial utilizam esses fundos. “O aporte de recursos viabiliza a recuperação e sinaliza para o mercado que os sócios ainda acreditam nos negócios”, diz.

Na Avaliação de Alexandre Caldini, presidente da Editora Abril, o investimento representa um voto de confiança na reestruturação da empresa. “Seguramente vem do passado de negócios, mas a verba é pessoal (vinda do presidente do Grupo Abril Giancarlo Civita e dos conselheiros Roberta e Titi Civita e coroa o compromisso com a editora. Estamos acabando de desenhar uma nova Abril para os próximos sete anos”, fala.

A Editora Abril também reperfilou suas dívidas bancárias de curto e médio prazos. A opção, oferecida às empresas que têm base familiar, permite a redução das taxas de juros dos contratos.

Atualmente, o portfólio da Editora Abril comporta 19 marcas multiplataformas, cinco títulos nativos do digital, como M de Mulher e Huffpost Brasil, além da Caca Cor, que este ano teve 20% mais participantes que na edição anterior. Um dos focos da empresa para 2016 é o trabalho com licenciados, com itens das publicações infantis e de títulos como Mundo Estranho e Saúde. A Elle também entra nessa estratégia. No próximo ano, celebrará seu 70º aniversário com o lançamento de uma coleção de vestidos pretos que reproduz o estilo das sete décadas, comercializados na C&A.

Uma parceria com a Cnova, e-commerce do Grupo Casino que abrange os sites do Extra, Ponto Frio e Casas Bahia, deve representar outra nova fonte de receita. Boa parte dos produtos que estamparem reportagens digitais poderá ser comprada de forma otimizada na loja virtual da empresa, que começa a operar ainda este mês com a revista Claudia, mas deve ser estendida para as outras marcas da casa nos próximos meses. “É  a Abril ampliando seu olhar de atuação”, fala Caldini.

As iniciativas Abril Branded Content (ABC) e Abril Big Data (ABD) também mostraram  resultado. Este foi o primeiro mês do ano que a revista Veja atingiu a meta de publicidade estabelecida pela empresa. Diferentemente de 2015, que trouxe um misto de angústia e empolgação, Caldini acredita que no próximo ano a empresa terá equilíbrio. “mesmo que o típico seja ter um ano atípico”, diz.   Por: Mirela Portiolli - Meio & Mensagem

Mais Notícias